Esclerose Múltipla

Eu gostaria de aproveitar a oportunidade não para descrever sintomas e possíveis tratamentos médicos relacionados à esclerose múltipla. Mais do que detalhar os mecanismos bioquímicos relacionados à afecção da bainha de mielina dos neurônios. Mais do que listar potenciais sintomas relacionados à esta doença, que – tirados do contexto de uma avaliação médica neurológica criteriosa – tem mais potencial de causar medo do que ser de alguma utilidade prática ao público leigo geral. Mais do que ressaltar o caráter crônico e potencialmente debilitante deste problema. Eu quero alertar para algo que não pode ser receitado por nenhum médico para esta doença.

Se estivesse ao meu alcance, eu receitaria OTIMISMO ao paciente com esclerose múltipla. Encarar o fato não como castigo do destino, mas sim como desafio a ser superado. Saber que a medicina tem ferramentas eficazes para ajudar a controlar o problema. Mas entender, sobretudo, que talvez não exista mecanismo mais poderoso que a própria força interior para suplantar limites e obstáculos. A maioria das coisas que nos desviam do caminho planejado podem ser vistas de duas formas: uma pedra que me atrapalha ou uma excelente oportunidade para evolução.

 

Texto por: Dr. Leonardo

2017-08-14T13:21:49+00:00

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Dr. Leonardo Lourenço Neurologista da Clínica São Remo
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